It’s about passion

Posted on Nov 21, 2012 in Sem categoria | No Comments

Ana Dubeux is one of those talented journalists that makes you be sure that a Newsroom is a place only for people that are exciting and passionate about what they do. For those who can read Portuguese,  I would like to share  a text she wrote about our daily passion, right after we win the Esso Award.

“Todo dia, a mesma obrigação. Todo dia, a mesma labuta. Todo dia, o mesmo prazer. Difícil e penoso, o jornalismo diário é um esgotamento e uma redenção. Nós, que somos devotos desse cotidiano paradoxal, em que sacrifício e emoção se misturam na mesma proporção, lidamos com a rotina do inesperado. A surpresa se impõe diante de qualquer planejamento, que só às vezes prevalece. Aqui no Correio, uma estranha magia parece pairar no ar quando algo muito grave e forte, do ponto de vista jornalístico, acontece. Uma morte, uma data especial, um crime bárbaro, um superapagão, um enorme escândalo político. Costumamos mergulhar fundo, envolver uma grande equipe e, não sem uma dose cavalar de adrenalina e sofrimento, oferecer edições memoráveis.Alguns desses dias, ficamos especialmente felizes por entregar aos leitores, além de páginas notáveis, uma capa surpreendente. Nos últimos oito anos, impressionamos três vezes um júri mais exigente, que nos concedeu o Prêmio Esso de Primeira Página, o que nos honra e nos deixa profundamente reconhecidos. O último deles, anunciado na semana passada, foi a criação do designer gráfico Saulo Santana e dos demais integrantes da primeira página (Carlos Alexandre, Luís Tajes, Marcelo Agner, Plácido Fernandes e Varilandes Gonçalves), na qual me incluo com orgulho. A capa Adeus, Chico, com o símbolo gráfico virtual de tristeza, foi uma homenagem ao humorista e grande artista brasileiro Chico Anysio. A capa, um belo obituário de Chico, à época de sua publicação, foi destaque entre os analistas de mídia. O site Paper Papers, atualizado pelo jornalista e consultor espanhol Toni Pique e pelo repórter e doutor em comunicação pública Gonzallo Peltzer, publicou um texto intitulado Tratar bien a los muertos, no qual ressaltou a excelência do jornal. Parte, eu reproduzo: “Jornais excelentes costumam oferecer obituários de primeira para os mortos, cujas vidas deixaram marcas. O Correio Braziliense é um clássico da coisa”. Citações assim e a resposta dos leitores no dia seguinte, assim como o Prêmio Esso, são as repostas que precisamos para saber que estamos no caminho certo. Parte dessa história de sucesso foi trilhada por quem já não está mais aqui. João Bosco, nosso eterno editor de arte, a quem Saulo Santana sabiamente ofereceu este prêmio, foi um grande artífice das páginas do Correio. Ele mereceu e ainda merece todas as nossas homenagens.” Ana Dubeux, Editor-in-Chief, Correio Braziliense